Sua sucessão foi planejada antes da reforma tributária. Ela ainda funciona?
Muita empresa familiar em Santa Catarina, Paraná e Rio Grande do Sul já fez o dever de casa: existe um plano de sucessão, um acordo de sócios, talvez até uma holding constituída para organizar a transferência do negócio para a próxima geração. O problema é quando esse plano foi desenhado em cima de uma regra tributária que não é mais a mesma.
A reforma tributária mudou a forma como a transferência de participação societária e patrimônio entre gerações é tributada — e o efeito prático é que planos de sucessão desenhados há alguns anos podem estar apoiados em premissas que já não valem mais. Não é um ajuste cosmético: é o tipo de mudança que altera quanto a próxima geração vai efetivamente receber, e quando.
O tema já chegou ao radar das associações empresariais da região — a própria ACIC, em Criciúma, promoveu um evento específico sobre sucessão em empresas familiares diante do novo cenário tributário. Isso diz algo: não é um alarme isolado, é uma reorganização que está acontecendo em escala, entre empresas parecidas com a sua.
O que costuma estar desatualizado
Na prática, os pontos que mais aparecem quando revisamos um plano de sucessão à luz da reforma são: a estrutura societária usada para reter e transferir o patrimônio, o momento em que a sucessão deveria acontecer (antecipar pode custar menos do que esperar, dependendo da estrutura), e a divisão entre patrimônio pessoal e patrimônio da operação — que em muitas empresas familiares ainda está misturada.
Por que isso é trabalho de diagnóstico, não só de advogado
Revisar a sucessão diante da reforma não é só uma questão jurídica — é uma decisão de governança que envolve quem vai liderar, como o poder de decisão vai ser dividido, e se a empresa está estruturada para sobreviver à saída do fundador. É exatamente aí que entra o nosso trabalho: mapeamos a estrutura societária e de governança atual, identificamos onde ela ficou desatualizada em relação à nova regra, e construímos — junto com a liderança e os sócios — um plano de ação, não apenas um parecer.
Se a sua empresa tem um plano de sucessão que não foi revisado desde a reforma, vale a pena descobrir agora o que precisa mudar — antes que a próxima geração descubra da forma mais cara.
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