A indústria catarinense recuou 1,7% no primeiro semestre de 2026. A sua empresa sabe por quê?
Segundo levantamento da FIESC, a indústria de Santa Catarina encolheu 1,7% no primeiro semestre de 2026 — pior que a média nacional, que cresceu 0,4% no mesmo período. Mas o número consolidado esconde mais do que revela: por trás dele existe uma divisão bem nítida entre setores que sofreram forte e setores que continuaram crescendo, às vezes na mesma cidade, às vezes no mesmo bairro industrial.
Móveis foi o setor mais castigado, com queda de 16,7%, sentindo ao mesmo tempo as tarifas dos Estados Unidos sobre exportação e o crédito mais caro para financiar produção e estoque. Automotivo recuou 12,8%. Madeira caiu 6,5%. Do outro lado, borracha e plástico cresceram 10,4%, alimentos avançaram 3% e metalurgia subiu 1,9% — e junho já mostrou sinais de estabilização, com alta de 1,9% no mês.
Por que isso importa para quem não é do setor de móveis
Mesmo fora dos setores mais afetados, o cenário interessa a qualquer empresa catarinense por um motivo simples: se o seu fornecedor, seu maior cliente ou seu concorrente direto está num setor pressionado, isso chega até você — em prazo de pagamento, em variação de preço de insumo, em disputa por crédito e mão de obra. Entender o mapa setorial não é curiosidade macroeconômica, é informação de gestão.
O que um diagnóstico revela nesse cenário
Quando fazemos o diagnóstico de uma empresa nesse contexto, olhamos além do resultado do trimestre: de onde vem a receita (mercado interno ou exportação, e para onde), qual a exposição a insumos e câmbio, e se a estrutura de custo e capital de giro aguenta um período de demanda mais fraca sem comprometer a operação. É esse mapeamento — não o número da manchete — que mostra se a sua empresa está no grupo que recua ou no grupo que segue crescendo, e o que fazer a partir disso.
Se você ainda não sabe, com precisão, em qual dos dois grupos sua empresa está, esse é o primeiro diagnóstico a fazer.
Comentários